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Artigos - Investimentos
Escrito por Melao   
Quinta, 10 Outubro 2013 03:05

 

Por Hindemburg Melão Jr.

 

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Entre 1991 e 1994, foi um período muito criativo em que desenvolvi diversos trabalhos inovadores, alguns dos quais chegaram a ter alguma repercussão. Entre eles, “um novo modelo de estrutura mental”, que nunca pretendo publicar, um projeto de máquina da invisibilidade, um método que possibilita calcular fatoriais de números não inteiros, uma demonstração incorreta do Último Teorema de Fermat.

 

Entre 1999 e 2004, voltei a passar por um período intelectualmente produtivo, em que criei um novo método para cálculo de IMC, desenvolvi mais um método para cálculo de fatoriais não inteiros, uma teoria de gravitação quântica, tive uma novidade teórica eleita uma das 10 melhores do mundo pelo júri do Sahovski Informator, encontrei um método para se calcular o número de máximo de pedaços gerados por variedades que intersectam politopos regulares com qualquer número de dimensões, encontrei o valor mais próximo até hoje sobre o número de posições possíveis no jogo de Xadrez (correto na ordem de grandeza), desenvolvi algumas dezenas de ferramentas estatísticas para normatização de testes em escala de proporção.

 

Entre 2006 e 2013, desenvolvi um método para melhorar significativamente a acurácia no cálculo das distâncias das estrelas a menos de 1 kpc, um método para melhorar a acurácia na determinação das propriedades físicas de exoplanetas, desenvolvi dezenas de ferramentas estatísticas inovadoras para classificação e rankeamento de genótipos dedicados ao reconhecimento de padrões no Mercado Financeiro, desenvolvi modelos para filtragem e otimização da relação sinal/ruído em séries temporais, criei um novo método para estimar parâmetros em distribuições estatísticas mais eficiente que os métodos interquartílicos e desvios absolutos, que ainda possibilita medidas locais de dispersão, assimetria, curtose e determina 6 novos momentos, propus um refinamento em métodos para cálculo de homogeneidade de matrizes de dados, criei vários métodos para ranquear fundos de investimento, para modelagem de risco, para validação de estratégias de investimentos.

 

Alguns de meus trabalhos tiveram precedentes, como o método que criei para calcular logaritmos, quando eu tinha 13 anos, que já existia há séculos, ou uma parte do método que desenvolvi para calcular fatoriais de números não inteiros, que já havia sido parcialmente formulado por Stirling, Newton e Euler. Em alguns aspectos, haviam inclusive ido mais além e determinado fatoriais de números complexos. Outros de meus trabalhos foram posteriormente recriados (talvez alguns plagiados) por outras pessoas. Aqui tratarei de 4 de meus trabalhos que foram posteriormente reinventados por outros e tentarei também fazer uma previsão dos próximos.

 

 

CASO 1: Índice de Massa Corpórea

 

Em janeiro de 2013, foi anunciado que Nick Trefethen, professor de Análise Numérica na Universidade de Oxford, propôs uma nova fórmula para cálculo de IMC. Basicamente, sua fórmula propõe trocar o expoente 2 por 2,5, e introduzir um fator “k” para manter a média dos resultados próxima à média do método anterior. O valor que ele atribuiu a k foi 1,3. Assim, a nova fórmula fica

 

IMC = 1,3 x m / h^2,5

 

Dois artigos sobre isso:

 

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2013/01/cientistas-estudam-nova-formula-para-medir-imc-calcule-a-diferenca-4020195.html

 

http://www.telegraph.co.uk/health/healthnews/9816596/Interactive-calculator-do-you-win-or-lose-with-the-new-BMI.html

 

Cerca de 11 anos antes, em 2002, publiquei o primeiro artigo propondo uma fórmula melhor. O texto original é este: http://www.sigmasociety.com/old/erros_acertos.html. Depois expandi o artigo para tornar mais fácil a compreensão para quem não é da área de Exatas, e algumas versões podem ser encontradas on-line. Em 2006, alguns amigos da Escola Paulista de Medicina me incentivaram a publicar o artigo, mas eu não gostava da ideia que revistas se apropriassem de meus direitos autorais. Em 2008, fiz uma versão muito mais detalhada e transformei o artigo num pequeno livro, que publiquei em 2009, preservando meus direitos autorais:

 

http://www.biblio1.com.br/resultado.php?ISBN=9788561306182

http://pt.scribd.com/doc/56882680/IMC-na-balanca

http://www.sigmasociety.com/imc_na_balanca.zip (livro completo)

 

A fórmula mais adequada para humanos que vivem na superfície da Terra ou em algum ambiente em que fiquem sujeitos a uma força gravitacional próxima a 9,8 m*s^-2 é

 

IMC = 1,72 x m / h^3,06

 

Tal como explico no primeiro artigo linkado acima e explico com mais detalhes no livro. Ao longo do livro, na página 54 (cerca de metade do livro), chego à fórmula

 

IMC = k x m / h^2,5

 

Que é a mesma que foi proposta 11 anos depois por Nick Trefethen. Mais adiante, no livro, explico porque ela não é adequada. Resumidamente, a inadequação se deve à ação da gravidade sobre o corpo, que não foiconsiderada por Trefethen. Trefethen aborda apenas a parte geométrica da questão. Em Engenharia de Estruturas, desde os tempos de Vitruvius, sabe-se que ao aumentar o peso de uma estrutura, deve-se aumentar a espessura das partes que a sustentam numa proporção tal que se perde a proporcionalidade. Um elefante, por exemplo, precisa ser muito mais robusto que um inseto. Não seria possível, como no filme “homens de preto” (entre outros), insetos gigantescos que mantivessem a mesma proporção de espessura das partes de seus corpos, porque eles se quebrariam sob o próprio peso. É disso que trato depois da página 54 em meu livro e explico porque a fórmula precisa ter expoente 3,06 (ou semelhante a 3), não semelhante a 2, como na fórmula tradicional, nem semelhante a 2,5, como proposto por Nick Trefethen.

 

Creio que pouca gente notou, mas a capa do meu livro inclui um recorte das fronteiras do Brasil (revisão muito gentilmente enviada pelo amigo Thiago). Pode-se ver o Acre na parte superior e o Rio Grande do Sul na inferior. Simboliza a Geometria Fractal, que é um dos conceitos usados na nova fórmula. E o quadro de Leonardo Da Vinci “O homem de Vitrúvio”, representa as proporções biométricas de um homem com saúde ideal, na concepção de Leonardo, sendo que Marcos Vitrúvio Polião foi um arquiteto romano do início da Era Cristã, que descobriu alguns princípios sobre resistência dos materiais que foi posteriormente investigado por Galileu, em seu livro “Duas novas Ciências”, e que atualmente é ensinado em todos os cursos de Engenharia de Estruturas. Trata-se justamente do conceito que fundamenta o uso do expoente 3,06, em vez de 2,5, com o recorte da fronteira do Brasil representando a Geometria Fractal e o homem de Vitrúvio representando a resistência dos materiais em Engenharia de Estruturas. 

 

Minha fórmula de 2002, portanto, é mais acurada, mais fidedigna, mais completa e conceitualmente mais adequada do que a proposta em 2013 por Nick Trefethen.

 

 

 

CASO 2: o Último Teorema de Fermat

 

Em 1992, enquanto tomava banho pensando no Último Teorema de Fermat, pensei numa demonstração que, no momento, me pareceu interessante, mas antes de terminar o banho, percebi que era incorreta. De qualquer modo, ao terminar o banho, descrevi a demonstração e os motivos pelos quais era incorreta.

 

Ainda que seja uma demonstração errada, não é fácil perceber, e em 1994, quando fui com o amigo Rafael Zakowicz expor meu método para cálculo de fatoriais não inteiros num simpósio da SBPC, também mostrei esta demonstração a um professor de matemática enquanto almoçávamos. Ele ficou surpreso, e até o dia seguinte ele ainda não havia percebido o erro.

 

Em 1999, publiquei a demonstração incorreta como questão 24 do Sigma Test http://www.sigmasociety.com/sigma_teste/sigma_teste_port.asp em que o enunciado consiste em solicitar o apontamento do erro na demonstração.  Em 2000 e 2001, o Sigma Test foi publicado em 5 revistas:

 

  1. Mensalainen, da Mensa Finlândia, por Petri Widsten
  2. Gift of Fire, da Prometheus Society, USA
  3. ComMensal, na Mensa Bélgica, por Albert Frank
  4. Papyrus, de Glia Society, Holanda
  5. Revista Malba Tahan, por Renato P. dos Santos

 

Em 2003, o amigo Marc Heremans me enviou este artigo, escrito por Kaida Shi, professor de Matemática numa universidade chinesa, em que Kaida Shi acredita ter demonstrado o teorema:

 

http://arxiv.org/ftp/math/papers/0309/0309005.pdf

 

Ao que parece, ele realmente não se dá conta de que está errado e como o artigo continua online até hoje, talvez ele continue acreditando que esta demonstração seja válida. Na verdade, esta demonstração, que é basicamente igual à minha, com a diferença que a minha constrói politopos com faces em comum ao hiperprisma, enquanto a dele constrói politopos com arestas em comum. Mas o princípio é o mesmo e ambas estão incorretas por alguns dos mesmos motivos (embora haja alguns motivos diferentes).

 

 

 

CASO 3: Máquina da invisibilidade

 

Em 1992, escrevi um ensaio sobre religião e esoterismo, escrutinados sob a luz da metodologia científica. Em 1993, adaptei este texto para participar de um concurso de textos teatrais. Neste texto, eu descrevia como poderia ser construída uma máquina da invisibilidade. Em 1999, essa descrição, resumida, foi apresentada como questão 29 do Sigma Test http://www.sigmasociety.com/sigma_teste/sigma_teste_port.asp em que o enunciado consiste em solicitar o apontamento de impedimentos tecnológicos e físicos para que a máquina seja construída. Entre 2000 e 2002, esta questão foi publicada como parte do Sigma Test em 5 revistas (já citadas no CASO 2).

 

Em 2003, vários amigos me enviaram notícias sobre a máquina da invisibilidade atribuída ao professor de Universidade de Tóquio Susumo Tachi, que era basicamente uma versão menos sofisticada e incompleta de meu projeto de 1993. A máquina de Susumo Tachi só é invisível de um lado, por exemplo, enquanto a minha era invisível para qualquer observador. Contudo, os limites tecnológicos de 2003 e ainda os atuais não permitem construir a máquina conforme a concebi, e dentro dos limites tecnológicos atuais, Susumo fez o que era possível.

 

http://tachilab.org/modules/members/tachi.html

 

Algumas opiniões sobre o Sigma Test (do qual fazem parte as questões 24 e 29 citadas) http://www.sigmasociety.com/sigma_teste/sigma_opiniao.asp

 

 

 

CASO 4: Teoria da Evolução

 

Por volta de 2002, o fórum de Sigma Society era muito ativo e frequentemente eram discutidos temas interessantes, bem como no fórum de Platinum Society. Não me recordo exatamente quando e onde, mas comentei algo sobre as ideias de Darwin sobre transmissão de caracteres. O amigo José Antonio Francisco comentou na época que havia pensando em algo semelhante, porém não havia sistematizado. Trocamos muitas mensagens sobre isso, e para mim ficou claro que ele pensou nisso alguns anos antes de mim. Trata-se de uma revisão das ideias de Darwin, sobre como ocorre a evolução. Nos anos seguintes, o amigo José Antonio enviou vários artigos que progressivamente confirmam que a evolução se processa muito mais aproximadamente conforme nós havíamos concebido do que da maneira como foi descrito por Darwin. Basicamente, os organismos não transmitem aleatoriamente suas características genéticas, mas sim seletivamente. Isso é diferente da ideia neo-lamarckiana de que sejam transmitidos caracteres adquiridos, e a maioria das notícias enviadas pelo amigo José Antonio trata de neo-lamarckianismo.

 

Na minha interpretação, se um organismo tinha certo padrão de vida (menos alimentos, mais produção de substâncias químicas que denunciam estresse, depressão, tristeza) e depois muda esse padrão (mais produção de testosterona ou progesterona/estrogênio, menos estresse, mais alimento, mais felicidade), deve haver mecanismos que permitam ao organismo registrar mudanças nos padrões comportamentais e estruturais que tenham acompanhado estas mudanças nos padrão de vida, de modo que ao transmitir a carga genética aos descendentes, o organismo seja capaz de selecionar entre suas características genéticas, quais as que mais podem contribuir para o sucesso. Não há necessidade de transmitir características adquiridas, mas apenas selecionar entre as características inatas, quais delas estiveram mais atuantes nos períodos da vida que se mostraram mais promissores. Se ao longo da história alguns poucos organismos desenvolvessem essa capacidade de transmissão seletiva dos genes, rapidamente eles ultrapassariam os que transmitem genes aleatoriamente e ao longo dos milênios, os mais adaptados (que transmitem genes seletivamente) seriam cada vez mais populosos e prósperos. É como a explosão cambriana: enquanto o crescimento populacional se dava por mitose, não havia miscigenação e a evolução era lenta, dependendo exclusivamente de mutação. A partir do momento que surgiram os primeiros organismos sexuados, a diversidade aumentou muito rápido, e essa maior variedade implicou o surgimento de organismos muito mais sofisticados e mais bem adaptados, acelerando tremendamente o processo evolutivo. O mesmo ocorre quando em algum momento surgem alguns poucos organismos capazes de transmitir seletivamente seus caracteres mais promissores, enquanto os demais transmitem aleatoriamente. Com esta vantagem competitiva, rapidamente os organismos com transmissão seletiva de genes se multiplicariam e se diversificariam.

 

Desde nossa conversa inicial sobre este tema, começamos a escrever vários textos sobre o assunto, com a finalidade de compor um livro, como no caso do IMC. Em 2006, quando comecei a desenvolver sistemas automáticos para investimentos, concluí que não seria razoável compartilhar aquelas ideias, porque ofereceriam recursos a potenciais concorrentes para que desenvolvessem seus próprios sistemas. Então abandonei a ideia de publicar sobre o assunto. Na verdade, poderia publicar uma parte, mas não os pontos mais importantes, e não vejo muito sentido em dedicar algumas semanas na redação de um livro para divulgar apenas a parte mais básica e de menor importância sobre algo.

 

 

 

CASOS FUTUROS:

 

Estava pensando sobre quais dos meus trabalhos fora redescobertos e reinventados independentemente e quais foram plagiados. É difícil saber, mas há um padrão que me leva a supor que todos foram indiretamente plagiados. O motivo é que a diferença é geralmente de 10 anos entre minha primeira publicação e a primeira publicação de outra pessoa. Em dinâmicas populacionais, esse um tempo razoável para que uma ideia percorra o mundo boca a boca, por boatos, conversas informais, etc., de modo que o plagiador não percebe a si mesmo como tal, pois ele não copiou descaradamente algo na fonte, mas apenas ouviu uma conversa no ônibus, algum amigo citou algo que um primo viu em algum lugar, etc., e algum destes comentários vagos acabam transmitindo a ideia que desencadeia todo o processo de inspiração e criação.

 

Tanto Nick Trefethen quanto Susumo Tachi e Kaida Shi, certamente nunca viram diretamente meu trabalho, porque se soubessem algo a respeito, creio que teriam mencionado. Porém uma pessoa lê um artigo meu e comenta com 3 pessoas, e cada uma destas comenta com outras 3. Como log (7.000.000.000) = 9,845 e log(3) = 0,477, então em 21 etapas de transmissão sem redundância já se atingiria toda a população mundial. Mas há muita redundâncias e barreiras linguísticas que retardam o processo, por outro lado há nichos de interesse e afinidade que aceleram o processo entre as pessoas que mais provavelmente teriam interesse nisso. Se cada etapa de espalhamento da informação levasse, em média, 6 meses (no início é muito mais rápido, mas vai se tornando lenta), em 10 anos mais de 50% da população que poderia ter interesse já está sabendo.

 

No caso do desenvolvimento do Cálculo por Newton e Leibniz, independentemente, fica claro que foi de fato independente porque usavam diferentes métodos de notação e divergem em vários pontos, ambos lidavam com problemas que exigiam aquela ferramenta, ambos encontram em Arquimedes alguns apontamentos de como dar os primeiros passos etc. Isso também pode ter ocorrido nos casos com minhas invenções, mas a coincidência de intervalo muito regular de 10 anos entre minha primeira publicação e a primeira publicação de outra pessoa fortalece a hipótese de plágio involuntário e inconsciente. Para testar essa tese, acho interessante fazer algumas previsões sobre quais serão minhas próximas ideias a serem “reinventadas” ou “redescobertas”.

 

 

Meu texto sobre Gravitação Quântica publicado em 2002 http://www.sigmasociety.com/gravitacao_quantica.pdf está perto do prazo de 10 anos, e como está on-line e já foi lido por pessoas da NASA e MIT, é provável que esteja perto de alguém lançar uma ideia muito semelhante em alguns meses. O amigo Peter Bentley criticou dois aspectos do artigo: ausência de suporte empírico e incompatibilidade com o modelo quântico ao levar em consideração as outras forças. Concordei com a opinião dele na época que ele fez a crítica, assim como concordo hoje. Eu mesmo critiquei meu modelo de máquina da invisibilidade, devido aos limites tecnológicos que impedem a construção no nível de sofisticação que eu havia planejado, embora seja possível fazer algo muito mais rústico, como fez Susumo Tachi, usando a tecnologia atual. Mas há alguns elementos que descrevo em meu artigo sobre gravitação quântica que podem ser aproveitados de diversas formas, especialmente o conceito de que dois corpos de massas iguais não exercem exatamente mesma força gravitacional sobre um objeto colocado à mesma distância de seus baricentros. A emissão de grávitons, na minha visão, é um processo estatístico, e quanto menor a massa do corpo, maior a flutuação na intensidade da força. Digamos que um corpo com 10 kg emita, em média, 10.000 grávitons por microssegundo. Então pode emitir 9.987 num determinado microssegundo, 10.042 em outro microssegundo etc., implicando uma certa flutuação na intensidade da força exercida. Esta parte da ideia tem como objetivo explicar as incertezas e diferenças injustificadamente altas nas medidas de G, que tratam o fenômeno como se todos os corpos tivessem um valor fixo para sua força gravitacional e exatamente proporcional à massa inercial. Quanto menor a massa do objeto, maior é a relevância desta flutuação na intensidade da força exercida. Em corpos muito massivos, o efeito não é sensível, mas em balanças de Eötvös, o efeito pode ser notório.

 

Há outros pontos nesse trabalho que suponho que brevemente serão reinventados e publicados.

 

Meu artigo sobre Paralaxes estelares http://www.sigmasociety.com/artigos/paralaxe.pdf foi publicado em 2005, se não me engano, portanto começa a entrar no período de 10 anos de alta probabilidade de outra pessoa publicar algo semelhante.

 

Não sei se este intervalo de 10 anos diminui conforme a Internet se dissemina mais rápido, ou se o intervalo aumenta conforme o volume da Internet aumenta e torna mais difícil e lento encontrar algo específico, mas estou mais inclinado a supor que este período fica cada vez mais curto, porque embora o volume da internet aumente muito rápido, os indexadores são cada vez mais eficientes. Google e Wikipedia, por exemplo, não existiam há 15 anos.

 

Então surge uma dúvida: embora nenhum dos pontos mais importantes sobre a estratégia do Saturno seja divulgada, os mais de 200 artigos que tenho escrito sobre sistemas automáticos ajudam muito a potenciais concorrentes, que podem pular etapas em que precisariam descobrir certas coisas, e podem já encontrar soluções prontas, respostas prontas, poupando-lhes trabalho e removendo barreiras. Isso me leva a estimar que talvez em 20 a 30 anos, possam surgir os primeiros concorrentes com algum produto similar ao Saturno atual, ou quase. Embora seja também provável que até lá eu tenha desenvolvido algo significativamente melhor, há 2 anos tenho deparado com dificuldades para aprimorar a estratégia, com avanços pequenos em detalhes menores, mas nada de tão revolucionário quanto eu gostaria.

 

O Saturno atual é mais sofisticado que o do final de 2010, mas a performance é quase a mesma. Estive testando o Saturno 6.4 e o 8.07b, ambos otimizados usando mesma série histórica e com mesmos procedimentos. Embora o 8.07b fique claramente melhor no período de otimização, quando ambos são testados num período diferente, a vantagem do 8.07d é mínima. Ainda são poucos testes nesse sentido e os resultados não podem ser considerados conclusivos, mas em 3 anos praticamente não houve avanço performático, apesar de numerosos avanços técnicos. Em parte, isso se deve ao fato de ter estabelecido como prioridade melhorar a monotonicidade crescente em discretizações cada vez menores de intervalos de tempo, em vez de aumentar a performance. Além disso, houve avanços nos métodos de otimização, seleção e validação. Mas quando estes mesmos métodos são aplicados à versão 6.4, chega quase a parecer que o tempo dedicado ao aprimoramento da estratégia teria sido mais bem aplicado se tivesse sido destinado ao melhoramento nos métodos de testagem, pois as melhoras nas performances nos últimos 3 anos foram principalmente resultado de melhores otimizações.

 

O principal problema no aprimoramento da estratégia nos últimos 3 anos, a meu ver, decorre da aproximação ao teto de qualidade de modelagem que se pode conseguir com esta abordagem. O Saturno 6.4 provavelmente já estava o mais perto do teto que seria possível chegar adotando esta estrutura de processo decisório e este gênero de critérios. Mais do que isso, a essência da estratégia parece que tem este teto de desempenho e aprimoramentos seguindo esta linha ficarão limitados a este teto. Para continuar a evolução, talvez esteja chegando próximo ao momento de dar passos atrás, para voltar a desenvolver estratégias a partir do zero.

 

Espero que antes de 20 a 30 anos já tenha alguma solução melhor, para que possamos nos manter à frente de potenciais futuros concorrentes.

 

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